Covid-19 e uti, onde a arquitetura impacta?

Com a pandemia causada pelo coronavirus Covid-19 o mundo está trabalhando para o aumento de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Essa demanda surge devido a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV-2) causada pelo vírus e, é na UTI que se tem a estrutura necessária para atender a pacientes com este perfil. É uma somatória de fatores assistenciais, possibilitados pela estrutura arquitetônica e de equipamentos, que possibilita o atendimento necessário.

A estrutura física de uma UTI é projetada para proporcionar aos pacientes em estado grave um monitoramento 24 horas de seu quadro clínico, além da redução de contato com todos os agentes do meio externo. Atualmente no Brasil temos duas RDCs “mestres” que estabelecem os padrões arquitetônicos e espaciais mínimos para uma UTI: RDC 50/2002 e RDC 07/2010. Além destas, algumas outras normas e RDCs complementam com informações sobre gases medicinais, energia, ar condicionado, entre outras.

A infraestrutura disponível neste espaço possui características especiais para proporcionar a segurança necessária ao tratamento. Algumas destas características são:

– sistema de climatização com filtragens específicas e controle de umidade, pressão e temperatura. O sistema pode variar conforme especificidade da UTI e pacientes a serem atendidos;

– rede de gases medicinais duplicada, com instalação em redundância, para proporcionar segurança na rede de distribuição e consequente fornecimento aos leitos;

– instalações elétricas, de lógica e climatização ligadas em redundância em geradores de energia;

– equipamentos interligados a um banco de nobreaks;

– todos os leitos são conectados a um central de monitorização, o que permite o acompanhamento de todos os sinais vitais do paciente;

– todas as superfícies possuem materiais específicos, que “suportem” a higienização e desinfecção necessária;

-equipamentos de suporte a vida, dentre eles, o ventilador/respirador pulmonar;

As características acima possibilitam o isolamento necessário ao tratamento de doenças infecto contagiosas, como o Covid-19.

Há no mercado uma grande variedade de equipamentos. Por isso encontramos hoje leitos de UTIs com diferentes layouts. Os equipamentos de suporte a vida variam de tamanho e de posição de implantação no leito. Mas algo não altera, dos mais simples aos mais sofisticados, todos possuem: cama hospitalar, gases medicinais, monitor, respirador, bombas de infusão e suporte para soro e bombas. É possível verificar essas variações nas imagens abaixo (clique na imagem para ampliar):

Para cada item mencionado acima há uma longa descrição e explicação de sua importância para a segurança do paciente (posso falar disso em outro momento). A implementação de uma UTI é um dos metros quadrados mais caros de um Estabelecimento Assistencial a Saúde, exatamente pelas suas obrigatoriedades estruturais e de equipamentos. É uma relação físico-funcional. Uma somatória entre estrutura e assistência que pode ser determinante no tratamento e, principalmente, no salvamento de vidas.

Querem falar mais sobre o impacto da infraestrutura hospitalar no tratamento de doenças? Deixem questionamentos e colocações nos comentários.

Fontes das imagens:

https://www.neurologico.com.br/servicos/uti/

https://guaiba.com.br/2018/10/01/com-abertura-de-uti-hospital-da-restinga-passa-a-operar-com-toda-capacidade/

https://www.hospitaldecaridade.com.br/uti/

https://istoe.com.br/o-novo-design-da-saude/

https://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/o-paciente-na-unidade-de-terapia-intensiva-mitos-e-verdades/

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